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BLOGAGEM COLETIVA - HA AMOR EM MIM

quarta-feira, 28 de setembro de 2011






Ha amor em cada célula do meu corpo. Sempre houve.
Eu acreditei e desejei o amor desde que me entendi por gente. O amor romântico, aquele que a gente escolhe. Para mim era o que havia de mais lindo nesse mundo.

Mas se este amor era lindo, por si era frustrante e eu vivia em busca do amor. Clamava aos "deuses" que me ajudasse, criava marcos para encontrar o amor. E na busca incansável encontrei pouco amor verdadeiro e muita  decepção, muita mágoa.....

No fundo do meu coração eu não queria acreditar que não houvesse o que ansiava por encontrar.E muitos diziam-me que o que buscava era paixão. Verdade muitas vezes cheguei a dizer que o único amor que existia era a paixão.

O tempo passava e a necessidade de amar tornou o coração sensível pouco exigente e um tanto dado a se doar por qualquer batida descompassada. A juventude e a sede de amar fizeram com que se deixasse levar por emoções traiçoeiras. pareciam ser..... mas não eram.

Mas a vida costuma conceder nossos desejos de uma forma bastante inusitada. O amor viria, mas não da forma que sonhei. O amor viria para desestruturar todas minhas crenças, expectativas, planos. Mudou tudo! Até mesmo o amor que eu achava que sentia. Eu que jamais sonhei que isso aconteceria, descobri que estava  grávida!

No meio da tormenta de não saber o que fazer, como fazer e das pressões absurdas (aborto era a alternativa mais doce!) para "resolver" o problema eu jamais me dei conta do que estava por vir. Nesse momento era uma dificuldade tamanha mas a sementinha do amor já estava ali. Eu podia concordar com o casamento com um colega homossexual e me expor a um estupro, mas aborto jamais! Do filho que eu não desejei, eu não abria mão.

O tempo passou e meu filho nasceu. Eu não me sentia a mãe amorosa, apenas a mãe responsavel. Mas tambem como poderia? A depressão me envolveu pela primeira vez e em meio a muito choro de bebê, pouco sono e muitos conflitos e não tinha vontade de viver. Nem por ele, pois morria de pena do que ele teria de passar ainda nessa vida.

E os desamores, as desilusões estavam cada dia mais intensas. Ou era eu que estava cada dia  mais frágil? E foi no meio desse turbilhão de emoções que eu tive o insigth que me faria entender o que sentia. Foi percebendo que por mais que um filho me causasse dificuldades, eu jamais o trocaria! 

Não é mais como um relacionamento ruim, não é como estar com um cara que não te dá o que você precisa e você se livra dessa relação doentia! Filho você ama do jeito que ele é! Com o amor que ele pode retribuir  ou não!

Não sei quando eu passei de mãe responsável para mãe apaixonada, mas a paixão só aumentou a cada dia. São quatorze anos de amor, de doçura, de vontade de morrer feliz para proporcionar felicidade. Em nenhum minuto da minha vida eu consigo imaginar minha vida sem meu filho e todos os dias da minha vida eu me pergunto se eu poderia amar alguém com a mesma intensidade. Sempre  viajo que se tivesse outro filho não seria capaz de amar da mesma forma. Amar mais é impossível, amar igual é inacreditável.

Meu coração transborda de amor. Amor que se traduz em orgulho, amor que sangra meu peito todas as vezes que o vejo sofrer, amor que dá vontade de ficar agarrada para todo o sempre, amor que quer o mundo, amor que vira amigo, que vira enfermeira, que vira chef, que vira rabugenta  e cria dezenas de gatos.Amor que jamais mentiu, que se enche de culpa, que se assume fraca e incapaz.

Ha amor em mim. Tanto amor que o coração falha batidas, amor que enleva e enlouquece, amor que preenche o meu peito, amor que dá sentido a minha vida tão louca....

Este post participa da blogagem coletiva em comemoração ao aniversário do
 blog da Elaine Gaspareto.

O Melhor de Mim

domingo, 19 de setembro de 2010



Desde que me rendi ao convite da Elaine para a blogagem coletiva, fiquei preocupada. O que vou falar de mim? O que tenho de melhor?
Vale um post em branco? Acho que nao. Mentir pode? Talvez... mas não daria um texto interessante.
E durante o tempo que antecedeu a postagem eu pensava muito nisto, e me incomodava. E sério!
Puxa eu nao sou boa em nada! Nao é novidade e é algo que fico pensando algumas vezes. Por que temos de ser sempre especiais? Por que a vida nos cobra algo como um propósito na vida?

Pode ser que nosso único objetivo seja ser feliz. E é o que muita gente se esquece de fazer: ser feliz. Talvez isto seja o melhor de mim, porque quero ser feliz apenas. Este é o meu sonho. Ou talvez não.

Talvez o melhor de mim seja a simplicidade. Ah fala sério! Você é simples? Não digo que sou simplória, que me contento com qualquer coisa, que vivo feliz com o básico. Não é isto. Não mesmo. Mas sou simples de convivência. Nao discrimino ninguem. Nao é que não tenha preconceitos. Eu tenho, porque todo mundo tem! Acredite. Mas nenhum preconceito me impede de falar, de dar atenção a quem quer quer seja.  Ja ouvi histórias de andarilhos, gente suja, bebada e maltrapilha. Mas isto não me faz melhor, só é o certo, não?

O melhor de mim pode ser o meu senso de justiça.Tão grande que não me faz brigar à toa, porque consigo me colocar no lugar no do outro e reconheço suas razões. Por mais loucas que sejam as atitudes eu consigo compreendê-las, mas não significa perdoá-las. Nao sou tão boa assim, viu? Então não é o meu melhor.

O melhor de mim é o amor aos animais. Não consigo diferenciar um animal de um ser humano. Porque a dor deles é menor do que a minha? Porque eles podem ser usados e descartados como roupa velha. O que deu aos homens a supremacia na terra? Talvez não seja o melhor porque falta muito ainda para que seja um amor profundo, sincero e sem egoísmo. Falta muito a fazer por eles, então ainda não sou boa o bastante nisto

O melhor de mim é ser mãe. Amo tanto o meu filho que chega a doer. Abraço, beijo, dou presentes, converso, brigo, rio e choro. E odeio a adolescencia! Simplesmente por que nesta fase meu amor tem sofrido mais. Mas não sou a mãe perfeita. Ja falei o que não devia. Brigo, grito e ameaço. Meu filho chora por minha culpa, não tem um pai por minha culpa, é solitário por minha culpa, tanta coisa por minha culpa.....Embora meu filho seja uma das melhores coisas da minha vida, ser mãe nunca será o melhor de mim!

De todas as coisas razoaveis que tenho em mim, nao consegui ainda descobrir o que é o meu melhor. Nem na futilidade, nem na essência. Sou educada, sou tolerante, sou calma (controlada), sou compreensiva, sou engraçada. Mas sou preguiçosa,  egoísta e magoo as pessoas às vezes ou muitas vezes.....

Sabe o que tenho de melhor? Algo que não é privilégio meu! O melhor de mim é ser humana



Este post faz parte da blogagem coletiva O Melhor de Mim, em comemoração aos 2 anos do blog Um pouco de mim