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MINHA VIDA RESUMIDA EM PESO

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Aviso aos navegantes (se houver algum!): Este texto fala de mim da minha vida, da forma como me vejo e como tento não me levar a sério. Não sou gordofóbica, até porque nasci gorda e sou gorda! Assim como minha mãe que nasceu magra, cresceu magérrima e ficou gorda. Se você tem pruídos morais quando lê algo sobre gordos/obeso/plus size ou outro termo que ache politicamente correto, não leia!


Eu nasci gorda (menina de 4,5kg não é grande, é gorda!), emagreci, pari, fiquei mais gorda, emagreci de novo, tive dinheiro e todos os acessórios pra fazer abdominoplastia (não, lipo não resolvia a minha pança), fiquei com medo de perder meu umbiguinho lindo, engordei feito um porco capado, fui confundida com grávida duas vezes no mesmo dia (a segunda vez por uma médica...), tomei um pé na bunda, emagreci 3kg em uma semana, engordei tudo de novo, emagreci 3kg sem mais nem menos, deixei de ser obesa quase mórbida e passei a "só to gorda mesmo", fui a um nutricionista, emagreci mais o bolso que o corpo, sarei da diabetes (oi?), emagreci 10 kg e continuo gorda, perdi um peguete para uma namorada obesa mórbida.....

Cara de tacho Mastercard

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Eu ando meio capenga. Capenga ainda é um modo sutil e velado de dizer que tô veia. É isso e resolvi consultar um geriatra cardiologista.
Ha alguns dias fiz um exame chaaaaato interessante, perfeito para pessoas estressadíssimas Zen como eu e hoje fui fazer exames laboratoriais. Posso dizer que em matéria de situações constrangedoras, eu não consigo imaginar nada inédito. Ja passei por tudo!
Eu esqueci que tinha de fazer pipi no copinho (na verdade só lembrei que eu SABIA que tinha exame de copinho, por que o namorado tinha me avisado ha uns dias atras, mas o alemão que anda me assediando, fez eu esquecer completamente). Como a moça da recepção disse que se eu já houvesse feito a primeira urina da manhã, era só esperar 4 horas, fazer higiene, fazer pipi, não coletar o pipi, continuar o pipi, coletar o pipi e levar em no máximo 1h ao laboratório, achei que valia a pena colher de uma vez lá mesmo. Afinal faltavam uns 20 min pras 4 horas.
Dai que me chamaram pra fazer a coleta e fui atendida por um sujeito (pra tirar o sangue foi uma mulher, pro mico tinha que ser homem) que me levou até o banheiro (eu fiquei imaginando uma cena estranhíssima: eu fazendo pipi no banheiro com um sujeito do lado de fora esperando eu sair com cara de tacho, óbvio, e um tubo de pipi na mão).
Rá! Minha imaginação se mostrou muito pouco criativa, a realidade é beeem mais vergonhosa: o sujeito me mandou esperar no banheiro enquanto ia pegar lenços umedecidos (Oh my God, eu sabia que iria virar bebe mas pensei que fosse beeeeem mais tarde!). Voltou com um pacotinho e uma bandeja de alumínio e se enfiou dentro do banheiro comigo!!!
No banheiro minúsculo com a porta aberta pra o corredor que leva ao balcão do desjejum, ele me esplicou que eu tinha que lavar a mão, passar o lencinho no bumbum de frente pra tras, fazer o pipi no copinho e derramar no tubo de ensaio e depois tocar a campanhia e deixar tocada. Mico total? Not!
Eu fiz todas as coisas que o sujeito me mandou  e toquei a campanhia, e fiquei la na porta do banheiro com o tubinho de xixi na mão e nada de ninguem vir buscar (mas em frente tinha uma sala de enfermagem com um vidro na porta e dois sujeitos fofocando la dentro e me vendo com cara de tacho na porta do banheiro! Atender ou pedir a alguem pra atender, não era prioridade de nenhum deles).
Enquanto esperava dei uma espiada no corredor pra identificar onde que a campanhia acendia mas não vi e fiquei muito tentada a entrar no banheiro masculino pra ligar a campanhia de lá tambem. So pra garantir que eu não ficaria ali no meio de um corredor movimentado com um tubo de urina na mão.  Entao passou no corredor uma mulher que tinha cara de autoridade e me perguntou se já tinha feito a colheta e se tinha tocado a campanhia. Como eu disse sim pra tudo, ela enfiou a cabeça na sala dos fofoqueiros e chamou alguem pra vir receber meu xixi/ki-suco de laranja.
La vem um outro sujeito sorridente que se enfia de novo no banheiro comigo pra recolher a bandeja e o xixikisuco. Será que um xixi merece tanta atenção? Ta bom que é um xixi laranja, fashion, mas ainda prefiro fazer essas coisas discretamente. Eu suspeito que andei com cara de medo pra tirar sangue (a moça me perguntou, você está bem?), será que precisavam me deixar constrangida tambem? Acho que sim. Valéria atrapalhada não tem preço.

TRABALHANDO PARA SÃO FRANCISCO

quarta-feira, 9 de março de 2011

Eu tenho 11 gatos! E isso mesmo, você não leu errado. São 11 felinos bagunçando e alegrando a minha casa. Semana passada o décimo primeiro me adotou. Simplesmente entrou por um cano que sai do muro e se instalou.

E quem tem gatos e gosta deles, tem sonar para miados. Hoje eu chego no trabalho e logo ouço um miadinho. Dou uma olhada pela janela e vejo dois gatinhos minusculos. Um todo pretinho e um branquinho, branquinho dos olhos azuis.

Até aí o sossego não estava totalmente perdido mas começa a chover e uma das meninas da limpeza está vigiando os bichinho e ouço ela dizer que o pretinho entrou no esgoto e que a água vai subir. Aí adeus! Vou pra janela acompanhar o resgate, que foi muito furado e o gatinho se enfiou em um cano.

Passei na minha xará gateira:

- Valéria, tem dois gatinhos la embaixo e um caiu no esgoto, vão lá salvar.

- Ah! Vão!

E la vao as duas debaixo de chuva tentar salvar o bichinho, que apavorado se enfiou em um cano e não saía por nada. Gente, eu estava numa angustia com medo do pobrezinho ter se afogado!
Entao ele deu um miadinho fraco e arriscou por a carinha pra fora. A Do Ceu, da limpeza, arranjou uma tabua e colocamos no bueiro pra ele subir, depois que fossemos embora.

O branquinho molhado, meteu os dentes nos nossos dedos sem dó! Nunca vi um gatinho tão bravo! Mas a Valéria decidida levou ele pra casa. Durante a tarde vigiei o pretinho pela janela e não sabia se seus miados me deixavam angustiada ou aliviada..

Fim de tarde, quase dezessete horas. Valéria entra na minha sala procurando pelo pretinho e decidimos pegar esse pra levar pra casa tambem. E ele se instalou numa beiradinha de grade, que separa a rampa da garagem, uma altura enorme pra uma coisinha daquelas. Coração fica na boca! A gente espanta ele da grade, ele corre, nós corremos. Ele corre pro cantinho. Ufa! Ta facil! Nada. Ele corre mais. Depois de muito aperto, muita correria conseguimos embrulhar o danado (que é danada) numa toalha e ela fica calminha.....

Agora dois bebezinhos vao ter casa quentinha, ração e água fresca. Obrigada São Francisco, por me colocar  como sua ajudante

Sobre viagens e órgãos internos que viram externos

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Eu viajo todos os dias. E nessas viagens eu tento ficar sozinha, até porque eu durmo de babar, carrego um milhão de bolsas e o passageiro da frente sempre deita no meu colo. Só se não tiver nenhum conhecido. Porque aí eu viro a "miss simpatia", tiro as bolsas todas da cadeira do lado, não me importo de ficar espremida, de não dormir,  nada disso.

Em alguns horários ser antissocial (é assim que escreve???) é permitido e meio que regra todo mundo quer roncar ficar sozinho. Mas em outros é impossível. Daí que ontem foi um dia da impossibilidade e eu que resisti bravamente à solidão, vi um cidadão se aproximar do meu banco vazio.NÃAAAAAAAAAAAAAAAAAAOOOOOOOO!

A torcida mental não resolveu e o moço se dirigiu pro meu lado. Quando ele se vira pra sentar ao meu lado, vejo que ele tem uma bolsa daquelas que substituem o aparelho excretor (a pessoa faz xixi e coco na bolsinha). Eu em pânico.

Nossa! Que fresca, nojenta, preconceituosa! É só uma alternativa pra problemas sérios de saúde. Eu sei disso, mas tente imaginar uma situação em que alguém, qualquer pessoa, pudesse por qualquer motivo, viver com um de seus órgãos fora do corpo. Imaginou?Sentiu? Agora piore 3 X. Imagine esse mesmo órgão pindurado na cintura de alguém absolutamente desconhecido!

É... porque de pessoas intimas, que a gente ama, tudo fica mais fácil e nem pensamos muito nisso. Pois bem, a pessoa tem uma bexiga fake. Deu pra perceber que eu não sou chata dicunforça demais? Entao eis que o moço em questão senta do meu lado. Eu em pânico duplo! Ele senta, eu de olho na “bolsinha”, se ajeita na poltrona, ajeita a bolsinha..... na minha perna! O que fazer? Não tinha outro lugar, também não dava pra virar pro sujeito e pedir: - Moço, será que dava pra tirar sua bexiga fake-sintética-de prááástico, porque minha perna está constrangida? Não dava, Né? Se tem uma coisa que eu acho íntima, mas íntima mesmo é a questão de necessidades fisiológicas (nem tão bonito, quanto a expressão). Pra mim essa bolsinha excretora é o ápice da perda de dignidade. Sério, se alguém precisar disso pra sempre (depois descobri não ser o caso do meu companheiro de viagem) é preferível a morte. Me desculpem a “ignorância”, mas penso assim. Dignidade começa pela discrição de suas necessidades.

Bem, mas o meu companheiro de cadeirinha não era tão radical e começou a conversar naturalmente comigo:

- Eu fiquei sete meses e tantos dias internados e acabei de sair do hospital
Eu simpática:

- Mas o senhor está bem pra viajar de ônibus...

O moço MAIS, MUITO MAIS simpático:

- Esta tudo bem, ó! (levanta a camisa e mostra os tubos, borrachas e bexiga sintética que estava até então, parcialmente coberta pela camisa)

EU COMPLETAMENTE EM PÂNICO!!

Tambem descobri posteriormente, que acabar pra ele, não significa a mesma coisa que pra mim. Tipo: Hospital-rodoviária-banco do ônibus ao meu lado. Era mais assim: Hospital-rodoviária-banco do ônibus ao lado de outra pessoa-casa do sujeito-casa do ex sogro-rodoviária-assaltos-hospital pra assinar papéis- rodoviária-banco do ônibus ao meu lado. Daí eu decidi conversar com o cidadão tentando ignorar o órgão na minha perna (Nâo aquele! Outro, menos inspirador....) E eu olhava pro lado da bexiga fake(imaginei que era bexiga porque SÓ vi uma espuminha), me espremia na parede do ônibus e tentava manter cara de paisagem.

Conversa vai, conversa vem (imaginem se o dito cujo, não perguntou meu estado civil?????) eu virei pra janela e tentei desv iar a mente da bexiga sintética. Mas pra minha felicidade, Deus me deu uma mente obssessiva pra pensar tudo o que não prec Isa, na hora mais inconveniente e na obssessão mais inconveniente. Claro, que era pra ele rir horrores de mim. Então eu virei pro lado pra pensar no livro que eu precisava de ler, na chuva que caia e que eu adoro (desde quando???), na sombrinha que deixei no trabalho e na bexiga ENCHENDO!!!!

Fala sério! Eu precisava de pensar nisso?! Na situação que me encontrava? Claro que sim! Porque eu consegui esquecer que estava chovendo, e que eu precisava descer sem sombrinha no supermercado, que o material de limpeza da minha casa tinha acabado e só conseguia pensar: será que na viagem a bexiga sintética encheu?

E como sou obssessiva pra cacete, e não sossego enquanto não resolver as questões inúteis, toda hora olhava mas estava escuro, não dava pra ver. Aí desfarçadamente liguei o celular pra dar uma iluminada básica, nada! Até que já com úlcera de ansiedade, provocada pela indecisão entre entrar no supermercado com chuva, ficar mais um tempo imaginando a bexiga do sujeito, enxergar a tampinha da bexiga aberta, resolvi descer.

Tive de acordar o cidadão e eis que ao acender das luzes....... A famigerada “bexiga” estava parcialmente cheia! Graças a Deus (que ele tenha se molhado de tanto rir) tomei a decisão de deixar a bexiguinha confortavelmente no banco lateral.

Uffa!!! Que os recém –operados sejam mais cuidadosos com seus intestinos e bexigas. As coxas alheias podem não ser tão controladas....

PS. Por razões óbvias não ha imagens ...

MEDO

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010


A noite passada foi estranha demais. Até meia noite e cinquenta eu estava acordada na internet. Não lembro que horas eu desliguei e fui dormir mas não demorou muito. So que eu liguei a TV progamada e vi um pedaço de um filme que estava passando, devo ter ficado ainda uns 10 min acordada.
À 1h29 acordo com a campanhia esguelando (um pouco depois de eu ter dormido). Minha mãe levantou e naquela de acordar direito, atende, não atende, será que é formiga.... eu, minha mãe e meu filho ouvimos o estalo do portão sendo aberto (depois disso um barulho de alarme de carro disparado). Na hora que ouvi o portão sendo aberto liguei pra polícia e ficamos esperando os 10min mais longos e aterrorizantes da nossa vida. Eu fiquei o tempo todo esperando alguem entrar na casa e nos atacar.... Claro que toda a confusão entre a campanhia tocar e o portão sendo aberto aconteceu em minutos, se não, segundos

A polícia chegou e (honra seja feita, rápido)  rodou a casa toda,  mas não encontrou ninguem (tank you God!!!!). O detalhe é que quando a polícia chegou, minha mãe já inventou um vulto na janela .Até então era só o barulho do portão que NOS TRES ouvimos.

Fomos dormir de novo depois de trancar tudo: janelas, porta, portões. Mas estávamos numa pilha só. Não conseguia desligar. Claro que de manhã acordamos atrasados

Mas a historia tem um monte de coisas estranhas:
1.O cachorro não deu nem sinal de vida. Ta, ele é um banana que fez festa pros dois policiais mas late, e como late.
1. tocaram a campanhia e abriram o portão, então era alguém que queria entrar por algum motivo. Pq saiu então tão rápido?

2. nos ouvimos o portão abrir, estava todo mundo acordado e alerta mas não ouvimos passos.
3. Nos ouvimos um alarme de carro disparado, mas e o barulho do carro?
4. Por que alguem que invade sua casa, primeiro toca campanhia?
5. A pessoa abriu o portão mas não fez barulho pra fechar

Aí hj de manhã eu fui lá fora e dei falta dele, fui procurar e encontrei ele deitado la na ponta da garagem com a barriga pra cima e as quatro pernas abertas. Jesus! Mataram o cachorro! Alguem realmente entrou e matou ele

Não estava morto, só estava deitado de uma forma muito estranha e me assustou.  Eu fui contar pro meu filho esse susto e ele me tranquilizou: "Mãe, ele só estáva deitado pra alguem fazer carinho na barriga dele".
"Mas não tinha ning....." parei com a frase no meio. Será que não tinha?

MEEEEEDO!!!!

(Des) Aventuras da Princesa Solar

quinta-feira, 18 de novembro de 2010



A uma hora da manhã caminhava pelas ruas desertas e chuvosas uma bela princesa, cuja idéia de paraíso é o aquecimento global e que admira os desertos extremamente secos e terras rachadas pelo sol. Uma princesa que se recusa - ao contrario de todos os seus conhecidos do reino que clamam por chuva se faz calor e bradam aos Deuses que faça sol porque chove demais – a desejar chuva seja qual for a necessidade alegada e que afirmava que não precisava de chuva pra comer porque sua comida não era plantada na corte, mas nas zonas rurais bem distantes, o que sempre era motivo para iniciar discussões barulhentas com a rainha mãe.


Como vocês podem imaginar, ela não estava no seu momento “feliz para sempre” por causa da chuva que caia e ainda tinha de caminhar feito um pardal, desviando dos locais mais molhados, uma vez que seu equilíbrio real é um tanto precário e preocupar-se em evitar os malfeitores que pudessem estar à espreita.

A princesa caminhava pelo meio da estrada onde não havia enxurradas, o piso era plano e as sombras das árvores não a levariam a tropeçar, ou escorregar, ou virar o pé, ou torcer o tornozelo nem nenhum outro tipo de acidente que pudesse acrescentar mais um osso quebrado ao seu esqueleto. Por causa do horário e da chuva as carruagens (que naquela época eram puxadas por no mínimo mil cavalos) eram raríssimas, portanto não corria o risco de ser atropelada.
Chegando ao palácio subiu cautelosamente (também para não escorregar) a rampa coberta de limo, preparando-se para investida de seu pônei labrador cor de chocolate que sempre atacava a princesa, os mensageiros, o rei que virou sapo, o príncipe consorte, o entregador de barris de água, os visitantes e quem mais cruzassem o portal. Não pensem que era um pônei de guarda mas era um pônei um tanto doidão que queria brincar, brincar e se achava no direito de impedir a saída de quem fosse, incluindo aí eventuais invasores e ladrões.

Após um longo dia de trabalho no centro de mensageiros, a noite em sua facu seu curso de prendas do lar, uma carruagem coletiva quebrada e caminhar pela chuva, trocou-se, lavou-se e recolheu-se para dormir umas poucas horas antes de recomeçar tudo de novo.

Gatos Estressados X Cachorro Doidão

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Desde 2003, quando morreu a última cachorra da casa, que cães se tornaram persona non grata na família. A principio para evitar o sofrimento de ver os animais doentes e vindo a morrer, depois porque percebi como o bicho dá trabalho e finalmente porque 6 gatos e um cachorro não daria boa coisa!

Mas minha mãe buzinava: “Ah! Eu nunca mais vou poder ter um cachorro!” “Eu gosto tanto de cachorro e não tenho, por culpa destes gatos!" Aff isto me irritava tanto! Que eu berrava: Vou arrumar uma m.... de um cachorro! Para de encher o saco! Mas quando eu pensava no quanto o bicho é bagunceiro, dependente e principalmente barulhento, preferia a reclamação da mamãe.

Só que muito mais do que implicância, há a solidão e a demência da minha mãe. Um cãozinho seria algo com o que se ocupar e distrair. Comecei então, a cogitar a possibilidade de adotar um monstrinho filhote. Mas havia os gatos! E era uma boa desculpa! E meu filho não queria saber de cachorros. “Eles vão matar meus gatos!” Continuei respaldada!

Ate que um dia eu fui à clínica veterinária, da qual sou sócia, ops cliente, e no petshop estava a venda uma bolinha de pelos, marrom dos olhos verdes. Eu inventei de perguntar a raça, o preço, cor da pelagem e todas as perguntas que não eram da minha conta, mas eu burra fiz assim mesmo. Meu filho chega perto da jaulinha (pq eu não comprei a jaulinha junto?) e brinca com a criatura, e faz festa.... Mas fomos embora! Mais tarde o meu filho começa a falar no cachorro, que ele é fofo, que ele é bonitinho e já passou a ser referir ao bichinho como Chocolate.

Aí eu surto e falo que vamos ficar com ele. A cria fica feliz e eu vou dormir pra ver se o juízo perfeito volta à pessoa. Não volta! Eu ligo pra loja e reservo o bicho!

Desde então não temos um minuto de sossego. Nem eu e nem o jonstro. Eu pq o cachorro é um capeta! Derruba a lata de lixo, espalha papel higiênico, faz coco por atacado e perturba os gatos! Ele, porque de tanto encher a paciência dos gatos, vive tomando unhadas. Mas a criança é sem vergonha e nem liga! Continua atormentando os felinos.

E de tanto perseguir os gatos e comer ração de gato, não tem um gato que não vire uma fera, só de vê-lo. É fu, é rosnado e unhada comendo solta. E o doidão não se emenda. Segunda à noite (quase madrugada), Amélia estava lavando a geladeira, com a cozinha e o banheiro na lista de espera, quando entra o cachorro descompensado e começa a passear pela cozinha. Senta e vira os olhos de “anjo de candura” pra mim. Só que um olho, estava na bochecha! Vermelho e caído. UNHA DE GATO.

Aí eu apronto um berreiro, xingo o cachorro, a mãe, o gato, a cria, o papagaio. Enfio uma roupa de qualquer jeito, enfio o cachorro na caixa de transporte, jogo no carro e vou pro veterinário às vinte e duas e qualquer coisa da noite (Plantão II 110,00 – ficar em casa sossegada, não tem preço!).

Na mesma semana descubro um educador de animais que presta serviços de ambientação dos filhotes. Que coisa fantástica! Se eu tivesse um moço destes ao meu alcance, poupava os olhos verdes do descompensado, meu rico dinheirinho e meu sono de beleza.

Mas o moço especialista em botar bichos doidões na linha, está lá em São Paulo e aqui nas terras mineiras os adestradores não cuidam de bebês celerados! Apenas de pré adolescentes responsáveis, para se tornarem mais espertos e obedientes, quase uns lordes (onde?). Como achei muito interessante, mesmo não diminuindo os choros e ranger de dentes da minha casa (mentira, la só tem ranger de unhas e o safado não chora coisa nenhuma), deixo aqui o site do educador: http://www.gustavocampelo.com.br/

Pois é. Quem gosta de animais e tem problemas com bichos celerados como o meu, ou tem problemas de adaptação com os “irmãos” mais velhos da família, fica a dica. Acho que vale a pena, mesmo que o preço não seja tão convidativo. Imagine um labrador (Prazer, Chocolate) de 30 quilos aprontando na sua casa. Imaginou? Procure o cara correndo, ainda dá tempo de salvar seu sofá (seu vestido novo, seu sapato engraxado, a pintura de sua casa, seu carro zero....)!

Gustavo, bem que você poderia me formar como multiplicadora de seus cursos de etiqueta animal, né? Depois deste “merchan”.... hein, hein?

PS. Se alguém se preocupou com os olhitos do bebezão, não se preocupem. Não furou o olho como imaginei.. Só estava com a conjuntiva bem irritada mas a pomada milagrosa da Dra. Mireli deixou o Chocolate como novo.